quinta-feira, 26 de maio de 2016

AGRADECIMENTO AO ETERNO DEUS

Ao Pai, Filho e Espírito Santo, O Deus Eterno, O Deus Vivo, O Deus que nos amou e nos ama, O Deus que enviou seu Filho Amado para morrer pelos nossos pecados,e agora pelo Seu Filho temos livre acesso à Ele, e por Ele temos paz com Deus.
Deus está conosco em todos os momentos da nossa vida, e somente Ele é a nossa verdadeira segurança.
Quando entregamos nossas vidas nas mãos do Todo Poderoso, Ele se incumbe de trabalhar por nós, pois a nossa vitória está em crermos Nele, na pessoa do Seu Filho amado Jesus Cristo que vive e reina etenamente.
Ele não nos abandona e sempre nos ampara.  Se confiarmos plenamente no Senhor, nossas vidas estarão repletas de vitórias, e ainda que venham as lutas, Ele é o nosso porto seguro, Nele podemos descansar, pois Ele está no controle de tudo.
Glória ao Pai, Filho e Espírito Santo, Deus Poderoso que tudo sabe e tudo vê, e nada escapa de suas mãos.
Só Ele  é Senhor e somente Nele devemos depositar a nossa confiança, pois Ele é fiel nas suas promessas.
Ainda que andemos no vale da sombra da morte como disse o salmista Davi, Ele está conosco e nos estende as suas mãos e nos sustenta com a destra da sua justiça.
Mesmo que um exército nos cercasse, Ele é maior, pois é o General dos Exércitos, o único que nunca perdeu e jamais perderá alguma batalha.
A Ele tributo honra e glória, pois é o meu Senhor e o meu Deus.
Agradeçamos ao Senhor por todos os seus feitos e andemos na sua presença, e creiamos no sacrifício que seu Filho realizou por nós, pois através desse sacrifício, somos aceitos pelo Pai, o Grande Eu Sou, O Deus que criou todas as coisas e que está conosco para nos guiar, nos restaurar, nos ajudar, e que um dia irá nos levar para viver eternamente com Ele, ou seja, todos os homens e mulheres que aceitarem o sacrifício do Filho de Deus terão o direito ortorgado pelo Pai de sermos participantes eternamente da sua glória.
Pai, Filho e Espírito Santo, a tí glória e honra eternamente.  Amém.  

Texto redigido por  Edilberto Pereira  -  Bacharel em Teologia

sábado, 14 de maio de 2016

REFLEXÃO SOBRE A HISTÓRIA DO CRISTIANISMO

Será abordado nesse espaço, uma síntese da história do cristianismo, cujo texto é sujeito a modificações, devido a profundidade do assunto. pois se trata de uma religião com mais de 2.000 anos de história, e o intuito aqui não é dizer qual o grupo verdadeiro, pois cada qual se auto denominam como tal, considerando as divergentes como erradas.
Certo é que o fundador é crido como o Filho de Deus, o Messias prometido ao povo de Israel, o Salvador da humanidade, crenças tais  que eu também creio.
O cristianismo fundado por Jesus Cristo, teve seu início em Jerusalém.  Segundo relato no livro dos Atos dos Apóstolos quando cerca de 120 pessoas estavam no cenáculo esperando pelo cumprimento da promessa de serem revestido de poder.  Após ter se cumprido a promessa, o Apóstolo Pedro começou a dizer ao povo o que estava acontecendo, pois todos que estavam na festa de Pentecostes ouviam as pessoas falarem em línguas, e todos entendiam em sua própria língua o que era falado. Nesse mesmo dia milhares de pessoas de converteram,  Após a era apostólica, pouco a pouco estavam entrando na igreja desvios doutrinários, e vários grupos foram se levantando contra os desvios, e tentavam voltar aos princípios bíblicos, porém eram perseguidos e tratados como hereges.
Segundo os anabatistas (rebatizadores), a primeira divisão se deu no ano de 225d.C., quando as igrejas maiores como Roma, Antioquia, foram excluidas por estarem ensinando que a salvação vem através do batismo, e também ensinando a monarquia dos bispos.
Os membros das igrejas excluídas quando iam para as igrejas que se consideravam fieís precisavam ser rebatizadas, pois as igrejas "fiéis" tinham como necessário o rebatismo, pois essas pessoas eram oriundas de igrejas que não estavam vivendo segundo os ensinamentos apostólicos.
Antes de 313, quando o Imperador Constantino promoveu a liberdade para os cristãos, tanto os que não andavam conforme os ensinamentos dos apóstolos como os que eram obedientes, sofriam perseguições pelo fato de que todos eram vistos de igual forma como cristãos pelo Império.
Com o Edito de Milão, a Igreja de Roma e as demais que não andavam corretamente, aderiram a unirem-se com o Estado, enquanto as igrejas "fiéis" não concordaram, e assim passaram a ser perseguidas como hereges.  A Igreja de Roma se fortaleceu e passou a ter uma grande influência no mundo cristão.
Vários foram os conflitos enfrentados pelas igrejas, principalmente com o surgimento de heresias, vários concílios foram estabelecidos, formando assim a base da fé cristã, mas isso fora feto pelas igrejas que aderiram a união com o Estado, pois as que não concordavam eram perseguidas e muitas não sobreviviam, tamanha era a crueldade que tinham que enfrentar.
Mesmo entre as igrejas que eram reconhecidas havia problemas como no caso da igreja romana com a Igreja do Oriente, o que veio a desencadear em 1054 o chamado cisma, quando houve a separação da igreja do Ocidente e do Oriente, por motivos culturais e teológicos, esse era o quadro das igrejas consideradas oficiais.  Enquanto que as igrejas vistas como heréticas sofreram anos e anos de perseguições e milhões desses cristãos foram mortos por serem considerados hereges, e desses, valdenses e anabatistas(Batistas), são os remanescentes.
Segundo anabatistas, cujo primeiro grupo com esse nome, foram os montanistas, a batalha foi ferrenha, porém eles e o grupo fundado por Pedro Valdo, conhecidos como valdenses sobreviveram aos muitos massacres a eles impostos, 
O grupo chamado anabatista, hoje tem por nome igreja Batista, porém, isso não é concordado por todos dessa denominação, mas há os que acreditam piamente serem os Batistas, continuação dos antigos anabatistas.  Não concordam serem chamados de Protestantes, que é o grupo que saiu da igreja Católica, com a reforma de Martinho Lutero e outros reformadores, pois esse grupo nunca pertenceu a igreja de Roma como pertenciam luteranos e outros reformadores.

Fonte :  Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia.

sábado, 7 de maio de 2016

O EXEMPLO DE MARIA

MARIA, A MÃE DO NOSSO SALVADOR

Maria, a mãe do nosso Senhor e Salvador, era uma mulher jovem, fiel a Deus, seguidora da lei de Moisés, a lei, a qual Deus ordenara ao seu servo Moisés e a todo o povo de Deus. Certamente ela era obediente aos preceitos do Senhor Deus, de tal maneira que Deus achou graça na virgem que fora fiel a Deus na sua geração.
No livro de Isaias, no capítulo 8 vs 14, Deus disse que uma virgem conceberia e daria à luz um filho, e essa profecia se cumpriu na virgem Maria uma humilde serva do Senhor.
No evangelho de Lucas, vemos registrado uma linda história, onde essa virgem, fora avisada por um anjo por nome Gabriel, que fora enviado por Deus, para dar as novas à Maria.
Disse o anjo a Maria:  Salve, agraciada o Senhor é contigo:  bendita és tu entre as mulheres (Lc 1:28) e ainda disse mais no vs 30,  para que não temesse, pois ela tinha achado graça diante de Deus.  Deus era com Maria e achou graça na virgem, pois com certeza, ela era uma jovem fiel ao seu Deus, cumpridora da vontade do Senhor, na sua geração.  Assim, pôde ela alcançar da parte de Deus, essa graça, a maravilhosa oportunidade de carregar no seu ventre, o Salvador da humanidade.  Ele já existia, desde a eternidade, mas foi manifestado ao mundo, através de uma jovem fiel e temente a Deus.
Ela creu na palavra do Senhor, e alcançou dEle essa maravilhosa benção, e mesmo assim, continuou serva e humilde diante do Senhor.  Aquela que não conhecia varão, teve o privilegio, de dar à luz um filho, gerado pelo Espírito Santo de Deus.  Tudo isso, fruto da sua obediência a palavra de Deus.  E assim, veio Jesus ao mundo, o Unigênito de Deus, e o primogênito de Maria.  Deus cumpriu a promessa feita pelo profeta Isaias.
Devemos entender, que ela apesar de ser escolhida por Deus, para ser a mãe do Salvador, não deve ser cultuada e nem a ela serem dirigidas as nossas orações, pois ela foi um canal de benção, que Deus usou, para cumprir o seu propósito, que foi o de enviar o seu filho para salvar a humanidade.  Em nenhum momento ela tomou essa honra para si, pois sabia muito bem que isso foi obra do Altíssimo, a quem ela servia de todo seu coração. Precisamos por em nossa mente, que devemos cultuar somente a Deus, e em nome de Jesus, dirigir a Ele, nossas orações.
Ela foi escolhida por Deus, e O obedeceu, e hoje cabe a todos nós, que também somos escolhidos(as) por Ele, obedecê-lo e amá-lo, como fez Maria, a mãe de Jesus.  Certamente, ela foi um dos maiores exemplo de fé e obediência, que a Bíblia registra, sendo JESUS CRISTO, o maior exemplo.  Ele obedeceu ao Pai Celestial para nos salvar e nos reconciliar com Deus.  Ele foi obediente até a morte e morte de cruz(Filipenses 2:8). Portanto, que assim como Maria, somos agraciados com a benção da salvação, pois seu filho veio para salvar os que se haviam perdido, e todos nós que O aceitamos, somos filhos de Deus, assim como sua mãe era uma filha de Deus, serva do seu filho Jesus.  Ela certamente, seguia os passos de Jesus e obedecia a sua palavra, pois sabia que tinha gerado o Salvador de toda humanidade, onde ela também esta incluida.  A mãe do Salvador, foi salva pelo seu filho, e Deus nos convida a aceitar Jesus, como nosso Salvador.  Maria teve ainda, o privilégio de gerar filhos e filhas, em uma sociedade onde mulheres que não tinham filhos, eram discriminadas, Deus a abençoou abundantemente com essa benção de ser mãe, não só do Salvador, mas também de Tiago, José, Simão e Judas e também mulheres.  (Mt 13:55-56). Embora, há quem diga, que eram primos de Jesus, isso, para defenderem a doutrina da virgindade perpétua de Maria, como se fosse desonra para uma mulher, ser mãe.  A Bíblia nos ensina que os filhos são herança do Senhor(Salmos 127:3) e nos tempos bíblicos, desde o Gênesis, vemos que era considerado um opróbrio para as mulheres que não os tinham.  E Deus abençoou Maria plenamente até nesse aspecto.  Não há desonra alguma nisso, mas sim, a mão do Senhor estendida para sua serva.
Maria,  a serva do Senhor, nos deixou um grande exemplo, exemplo esse que deve ser seguido por toda a humanidade, o de ser fiel e obediente ao Salvador.  Somos fracos e falhos, mas com a ajuda do Espírito Santo, que foi enviado pelo Pai com a intercessão de Jesus depois da sua ressurreição, conseguiremos fazer a vontade do Pai amado, e juntos com Maria, estaremos um dia, para sempre juntos de Deus.  Ela fez a parte dela na sua geração e hoje está esperando a ressurreição dos mortos (há quem diga que ela já ressuscitou, mas isso é especulação, não é ensino dos apóstolos do Senhor Jesus), que se dará no arrebatamento da igreja, a qual, ela faz parte e nós também. Prossigamos nessa jornada, olhando para o alvo que é Cristo Jesus, Ele tem vitória para nós, o seu povo, e assim como Maria, podemos dizer :  A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.  (Lc 1:46-47).

Bíblia Sagrada
Edilberto Pereira (Bacharel em Teologia - FTL - FAECAD)

segunda-feira, 2 de maio de 2016

COMEMORAÇÃO ANTIBÍBLICA

Sabe-se que Deus enviou ao mundo seu Filho primogênito para buscar e salvar o que se havia perdido, ou seja, a humanidade que se afastou de Deus,  e que somente por intermédio do Filho Unigênito de Deus pode haver uma reaproximação do homem para com o Deus Pai Todo Poseroso.
A Palavra de Deus de Gênesis ao Apocalipse ensina a respeito do Cordeiro de Deus, que foi morto, mas reviveu, e pouco se fala da mãe do Salvador, e em nenhum relato feito por Jesus ou pelos apóstolos aponta Maria como nossa advogada, auxiliadora, intercessora, diante do Pai, mas sim, Jesus Cristo é apontado como o Senhor, o Salvador, o Advogado, o Intercessor, e somente é indicado nas sagradas escrituras à assunção de Jesus, após sua morte e ressurreição, porém existe ideias à respeito da mãe do Senhor, que não se pode comprovar pelos textos bíblicos, o que existe, são somente suposições.  
Uma das suposições existentes relataremos a seguir.
Comemora-se na igreja Católica a assunção corpórea de Maria ao céu, porém não temos nenhum respaldo bíblico para tal acontecimento.
Não se discute o importante papel da mãe de Jesus no cristianismo, o que se discute é a falta de argumentação bíblica para essas afirmações. Em Gn 3 lemos que a semente da mulher pisaria na cabeça da serpente, e não à mulher, sabemos que o texto refere-se ao Senhor Jesus, que por meio do sacrifício efetuado no calvário, venceu a morte, o pecado e o inferno, e que a mulher do apocalise 12 há várias interpretações à respeito.  
O Apóstolo João que foi incubido pelo Senhor e Salvador Jesus para cuidar de Maria, nada relata à respeito da suposta assunção de Maria. Ele, em uma das suas cartas nos relata, Jesus como nosso advogado, e nem mencionara a mãe de Jesus, e muito menos ensina a suposta assunção.  Provavelmente João e os demais apóstolos estavam habilitados para ensinar à respeito desse episódio, porém nada à respeito nos foi ensinado pelos apóstolos do Senhor.
Ou esse fato não é verídico, ou se é verídico, nada tem a ver com a nossa salvação que está somente em crer no Senhor Jesus.  Os apóstolos do Senhor, não omitiriam um assunto tão importante como esse.
Esses fatos por não serem mencionados pelos enviados do Senhor, ou seja, os apóstolos de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, faz com que tenhamos um cuidado com ensinamentos de homens que acrescentam episódios que não são ensinamentos mencionados na palavra de Deus.

Fonte :  Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia

segunda-feira, 25 de abril de 2016

"...NEM EFEMINADOS, NEM SODOMITAS..."

Qual o significado real das palavras efeminado e sodomita ?

O objetivo desse texto não é condenar ou acusar os praticantes de tais atos, (e nem omitir que há inúmeras práticas pecaminosas além dessas mencionadas no texto, ou seja, pecado não se resume apenas a esses atos), mas sim esclarecer o real significado das palavras efeminado e sodomita, e apontar que a solução não só para esses pecados, e sim para todas as práticas pecaminosas, está única e exclusivamente em Jesus Cristo, o filho unigênito de Deus, que derramou o seu sangue para remissão dos nossos pecados.

As palavras efeminado e sodomita apresentadas no texto de 1 Co. 6.9 são uma expressa condenação do Senhor sobre duas formas diferentes de praticar o mesmo pecado.

A PRIMEIRA se traduz corriqueiramente por Efeminado. ‘Malakos’, do grego mole, macio, suave e efeminado, era usada para se referir aos homens que eram passivos nas relações sexuais com outros homens. A idéia de suave, mole e etc, era pelo fato de esses homens terem a atitude usual da mulher na relação sexual com outros homens. Nos nossos dias a melhor tradução para esse termo seria “homossexuais passivos”, esses não herdarão o reino dos céus.

A SEGUNDA se traduz por sodomita. ‘Arsevókoitês’, do grego sodomita, pederasta, homossexual. Esse termo é a junção de duas outras palavras gregas: ‘Arse’, que quer dizer macho; e, ‘koitê’, que quer dizer leito nupcial, relação sexual, coito. Seria aquele que faz sexo com outro homem, ou ainda, aquele que é ativo na relação homossexual. Em outras palavras é o “homossexual ativo”, esses, também, não herdarão o reino dos céus.
Isso significa, que tanto aquele que é ATIVO quanto o que é PASSIVO estão pecando e sendo, assim, indignos do reino dos céus.

Deus em Cristo Jesus tem a solução para os(as)praticantes desses atos pecaminosos.  Tão somente é necessário que quem pratica esses pecados, reconheçam o seu erro, se arrependam e aceitem a Cristo como Salvador.
Sabemos que todos os pecados mencionados na palavra de Deus, exceto a blasfêmia contra o Espírito Santo, tem perdão, pois Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados, e o sacrifício que Jesus fez por nós, fez com que Deus nos aceite como filhos, quando nós reconhecemos que somos pecadores e cremos no sacrifício de Jesus por nós.

Fonte:  exegesedonovotestamentoblogspot.com

Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia

sábado, 9 de abril de 2016

TUDO POR JESUS, NADA SE FAZ SEM ELE, E SÓ ELE É O SENHOR

Segundo um site católico romano, defendendo Maria, como nossa mediadora, sob o título: Tudo por Jesus, nada sem Maria, texto esse publicado pela Editora Cléofas, encontramos o seguinte comentário : 
Nas bodas de Caná, Ela fez com que Jesus “antecipasse a Sua hora” (Jo 2,1-11). E Jesus, “porque Ela pediu”, transformou 600 litros de água em vinho especial.
Entre muitas outras coisas, o milagre das bodas mostra que Jesus “nada” nega a Sua Mãe, tal é a gratidão que Ele tem a Ela, pelo seu “Sim” integral, que fez dela a Sua Mãe.
Essa é a razão pela qual Jesus não nega nada a Maria; porque quer honrá-la de todas as maneiras possíveis, e ser-lhe grato, ensinam grandes santos.
Por isso, tornou-se célebre na Igreja a sentença: “Pede à Mãe, que o Filho atende.”
Sabemos da grande importância que Maria teve na história do cristianismo, importâncial tal, que nenhum cristão em sã consciência jamais negará.
Ela foi a escolhida por Deus para que no seu ventre fosse gerado o Filho de Deus, isso dá-nos à entender que estamos tratanto de uma mulher muito especial, provavelmente uma verdadeira israelita, que entendemos que cumpria o seu papel de serva de Deus, pois fora criada nos moldes da lei mosaica, lei essa que certamente ela foi fiel, ao ponto de ter sido à escolhida para ser a mãe do Salvador, e mesmo sendo fiel ao seu Deus, ela pronunciou as seguintes palavras ; a minha engradece ao Senhor, e o meu espírito exulta em Deus, O MEU SALVADOR, ou seja, a própria Maria reconheceu Deus como seu salvador. É inegável que Maria era temente e fiel à Deus, porém, nos evangelhos encontramos um fato que não condiz com o dito : Jesus não nega nada a Maria, isso não foi e nem é uma realidade, pois em uma certa feita segundo os evangelhos, Maria, e os irmãos de Jesus queriam falar com Ele, e como resposta Jesus disse :  quem é minha mãe ? quem são meus irmãos ?...(Mt 12. 46 - 50; Mc 3. 31 - 35; Lc 8. 19 - 21).  Percebe-se por esses textos bíblicos, que não houve atendimento ao pedido de Maria, e isso é um fato bíblico que encontramos nos evangelhos segundo Mateus, Marcos e Lucas, texto que contraria a ideia de que Jesus não nega nada à sua mãe,  Maria.  
Também não há menção nas escrituras sagradas ao ensinamento de se pedir á mãe que o Filho atende.  Jesus deixou claro que tudo que pedirmos, no nome dele, crendo receberemos (Jo 14. 13,14; 1 Jo 5. 14 e 15).  Nessas passagens Jesus e o Apóstolo João não mencionaram que o pedido deve ser feito à mãe.   O Apóstolo João e nem um outro apóstolo mencionaram a ação conjunta da mãe com o Filho, muito menos Jesus empregou o pronome nós.  no sentido da sua mãe ter a mesma função do Filho.  No epsódio das bodas de Cana, o evangelista João diz que os discípulos creram nele (Jo 2. 11), e não neles.  Na tradução católica da Bíblia Ave Maria, Jesus pergunta à Maria se o caso competia aos dois, e que hora dele ainda não havia chegado, e a própria mãe disse aos serventes que fizessem tudo o que Ele dissesse (Jo 2. 1 - 5).  Segundo o comentário na Bíblia da tradução da CNBB, a pergunta de Jesus à Maria é uma forma semítica para expressar deliberação, distanciamento, etc.
O mesmo texto citado pela Editora Cléofas, diz que Maria é advogada nossa, mas o Apóstolo João, o discípulo que Jesus disse :  Eis aí a tua mãe, não menciona Maria como nossa advogada, e sim o Filho de Maria, Jesus Cristo (1 Jo 2. 1).  Um homem e servo do Senhor, tão próximo de Maria, não nos ensinou o que o autor do texto ensina.
Estamos refletindo a respeito de um texto que, possivelmente a preocupação do autor é afirmar o dogma da Imaculada Conceição, ensinando algo que Jesus e os Apóstolos nunca ensinaram, pois não há menção alguma dessas ideias no ensino neotestamentário, e sim interpretações equivocadas e forçadas para se defender um dogma, dogma esse que também não é aceito por outro grupo católico, ou seja,  não é aceito pelos Católicos Ortodoxos, embora esses creem a respeito de Maria do mesmo modo que a igreja romana, porém o dogma da Imaculada Conceição não é um dogma aceito por toda a cristandade.
Sejamos obedientes à Palavra de Deus, e nunca troquemos o que nos foi revelado pelo Espírito Santo aos Apóstolos, por ideologias humanas, mesmo que sejam agradáveis aos nossos olhos.

Fonte :  Bíblia Sagrada, Edição Revista e Corrigida traduzida por João Ferreira de Almeida
Bíblia Sagrada tradução da CNBB
Bíblia Sagrada Ave Maria
Editora Cléofas
Texto comentado por Edilberto Pereira, Bacharel em Teologia.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

DIVERGÊNCIAS NO MUNDO CRISTÃO

Quando estudamos à respeito do cristianismo somos impelidos a abordar sobre os grupos cristãos mais antigos que se têm registro.
Embora o cristianismo seja o maior grupo "religioso" em números, é inegável que existe várias vertentes, ou seja, os grupos cristãos não concordam entre sí em vários pontos doutrinários, por isso podemos dizer que há várias vertentes, ou seja várias linhas de pensamentos, mas todas as denominações cristãs creem que Jesus Cristo é o Filho de Deus, e que Ele morreu pelos nossos pecados, e que Ele é o Autor da salvação de toda a humanidade.
Os grupos mais numerosos são o catolicismo romano, o protestantismo, e o catolicismo ortodoxo, e também existe os Católicos Coptas no Egito, e um pequeno grupo de nestorianos.
O catolicismo é o mais influente grupo cristão  no Ocidente, e também é o que detém o  maior número de membros, seguidos pelo protestantismo e ortodoxos, que é o maior grupo no Oriente.
A separação entre a Igreja do Ocidente, e do Oriente, se deu oficialmente em 1054, porém as divergências entre o Ocidente e o Oriente são bem mais antigas.
Romanos e Ortodoxos, se separaram por questões culturais e também teológicas, e segundo os Ortodoxos,  são o grupo que ainda guardam tudo o que foi decidido nos Concílios, sem nada mudarem.
Um dos motivos pela discordância entre a Igreja do Ocidente e do Oriente, é devido a não aceitação da infabilidade papal, por parte dos Ortodoxos.  Ortodoxos não acreditam, como os romanos, à respeito da primazia papal, que segundo os romanos essa ideia vem de que Pedro foi o primeiro papa, e que ele é a pedra que Jesus disse no evangelho de Mateus.  Já os Ortodoxos, assim como os adeptos do protestantismo acreditam que a pedra proferida no texto citado refere-se ao próprio Jesus Cristo, esse é um dos pontos principais da divergência entre a igreja romana e a do Oriente.  Primazia papal e infabilidade papal, esses dois pontos podem ser motivos mais fortes para  que não haja um consenso comum entre o Ocidente e Oriente, pois qual dos lados assumirão que estão errados ?  Penso que seria preciso muita humildade por parte de um dos lados para voltarem atrás dos pensamentos que nutrem há muito tempo.
Há outros pontos divergentes como a questão da Filioque, (enquanto o romanismo acredita que o Espírito Santo procede tanto do Pai quanto do Filho, a igreja do Oriente acredita que o Espírito Santo procede somente do Pai, com a intercessão do Filho), segundo os Ortodoxos, o protestantismo segue a ideia romana sobre esse assunto.
Outros pontos divergentes entre a igreja do Ocidente e a do Oriente, estão na pratica do batismo, (romanos batizam crianças por aspersão, enquanto ortodoxos batizam por imersão), diferença em se celebrar a Eucaristia, (o catolicismo romano somente serve a hóstia para os fiéis, e os ortodoxos o pão e o vinho), visão diferente à respeito de Maria, o purgatório não é aceito no Oriente, como também não é aceito pelo protestantismo.  Há outras questões que separam o Ocidente do Oriente, porém penso ser esses os mais relevantes.
Embora atualmente esteja havendo pactos entre romanos e ortodoxos, não há como se ter certeza se haverá uma unificação entre as duas igrejas, devido ao fato que um dos lados terão que ceder, ou seja, terão que reconhecer o erro, e passar a terem um só pensamento, e isso não parece estar perto de acontecer.
Em meio as divergências ocorrentes entre os grupos cristãos, existe também o parecer do grupo conhecido como anabatista, que no passado foi perseguido pelas igrejas consideradas oficiais, porém segundo os defensores anabatistas, são eles os reais cristãos, os verdadeiros seguidores de Cristo, e segundo o grupo, a primeira divisão na igreja se deu no ano de 225 d.C., onde houve a exclusão da igreja de Roma, Antioquia, e outras, que segundo a visão anabatista começavam a ensinar a respeito de assuntos anti-bíblicos, como por exemplo a salvação pelo batismo e o monarquismo dos bispos, fatos esses que não foram aceitos pelas igrejas "fiéis".  A partir desses atos, as igrejas que foram contra as ideias da igreja romana, e das demais que concondavam com Roma, quando passavam a congregar nas igrejas contrárias as ideias romanas, passaram a ser rebatizados, e com isso ficaram conhecidos como anabatistas (rebatismo). Em 313 com Constantino ter dado liberdade de culto aos cristãos, as igrejas que foram excluídas se uniram com o Estado, e com isso foram privilegiadas.  O cristianismo passou a ser a religião do Estado, e esse grupo, ou seja, os anabatistas passaram  a ser perseguidos como heréticos por não concordarem com a união da Igreja com o Estado.
Atualmente há uma grande liberdade religiosa, exceto em alguns países árabes, e asiáticos, mas as divergências ainda continuam, porém, principalmente no Ocidente as perseguições aos grupos que não eram considerados oficiais, gozam de uma boa liberdade, conseguindo assim exercerem os seus ofícios religiosos.
A igreja de Roma continua sendo a mais influente no Ocidente, porém o protestantismo tem crescido bastante, principalmente os grupos pentecostais, que em alguns pontos se divergem das igrejas históricas, ou seja, as igrejas que sairam da igreja de Roma, com a reforma de Martinho Lutero em 1517, que em alguns pontos se deu pelos mesmos motivos  do cisma de 1054 entre a igreja Ocidental e Oriental, e as igrejas do Oriente continuam vivas no cenário religioso, e com a globalização, está havendo um maior conhecimento a respeito principalmente da igreja Ortodoxa, no mundo Ocidental.


Fonte :  Texto redigido por Edilberto Pereira -  Bacharel em Teologia.
Site Palavra Prudente
Ecclesia - Igreja Ortodoxa